quinta-feira, 9 de abril de 2009

AMOR e Pororoca...


O que é amor inteligente ou amor ativo?
por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br/nucleo.elmorya@gmail.com


Não faz muito, eu estava falando com uma mulher que tinha estado casada com um mesmo homem por quase quarenta anos. Era um marido diligente e fiel; no entanto, era um dos sujeitos mais persistententemente mal-humorados que já conheci, e eu me perguntava como sua mulher, que deveria ter aguentado o impacto de sua rabugice tantas vezes, o tinha suportado por tanto tempo.

Ela explicou: Quando a gente casa, não casa só por causa do lado bom. Uma pessoa é uma tonelada de coisas, algumas boas e outras não tão boas assim. Não podemos ter só o que é bom. Não dá para jogar fora o que é ruim, como a gente faz com uma maçã podre. Dei a mão à palmatória. Aquela mulher me ensinou uma lição válida. Lição, que percebo agora, constitui um princípio básico de todos os relacionamentos amorosos ativos: quem ama ativamente, aceita sem condições os defeitos, assim como as virtudes da pessoa amada. Nem ele, nem ela, adoram um ideal imaginário nem lamentam as expectativas goradas, porque a meta é o amor - não a perfeição. Da mesma forma que Cole Porter, o amante ativo pode dizer, com júbilo:
"Com todos os teus defeitos, eu ainda te amo" . Ser capaz de amar incondicionalmente libera quem ama da servidão a coisas externas, de uma busca inevitavelmente sem esperanças por alguém que preencha os requisitos. A velha mulher que fez profissão de amor por seu esposo, estava livre de constrições. Seu amor ativo e criador era de uma qualidade tal que nenhuma falta poderia negar. Ela estava livre do fardo de exigir a perfeição!" ( trecho do livro O PODER DE AMAR de Ari Kiev)

Lendo o trecho do livro acima citado, lembrei de quando estudava os 7 Raios e não compreendia muito bem o que queria dizer AMOR INTELIGENTE, descrito como atributo principal do 3o Raio Rosa. Esse Raio é a energia de manifestação na matéria, portanto, nada e nem ninguém, pode concretizar sem ela. Pois bem, hoje também posso dizer que ele é o próprio Amor Ativo descrito pelo autor acima.

É o Amor que não exige perfeição, que ama o outro pelo que ele é, procurando fixar-se somente no lado bom do relacionamento. Aquele que não procura Amor, mas sim, o CRIA! Assim fica mais fácil compreender o porquê sem esta energia nada acontece. É ela que nos contata com a energia universal, com o Grande Espírito, com Deus. E quando nos colocamos nas Suas mãos, tudo acontece.

Fazer a nossa parte é essencial e correto, porém, quando tentamos controlar algo ou alguém, não estamos deixando o Universo agir. Não confiamos na manifestação cósmica, que é puro amor. Parece utopia, mas não, é inteligência ativa, a maior qualidade do 3o Raio, e, no entanto, demoramos uma eternidade para entender. Confundimos com passividade, com submissão, e quebramos a cara. Aprender a amar o outro com seus vícios e virtudes, exige de nós muitas das qualidades dos outros seis Raios de manifestação: força de vontade, paciência, calma, tolerância, justiça, amor-sabedoria.

Por isso a energia Rosa é chamada de Amor Inteligente, Ativo, porque para manifestá-la temos que praticar todas as outras. Uma atividade perspicaz que nos liberta das amarras da perfeição. Não precisamos ser perfeitos e também não exigimos perfeição. Isso é amor top de linha! Eu deixo o outro ser como ele é, e também posso ser eu mesma. Liberto e sou libertada. Acabam-se os julgamentos e as críticas, deixamos espaço para ser inteiros e felizes. Não significa que temos que acatar aquilo que não nos agrada, apenas que damos maior importância àquilo que é bom e saudável. Ficamos imunes e percebemos com maior clareza que a perfeição que buscamos fora, é a nossa própria imperfeição, o que temos ainda que lapidar, que cuidar.

Nos tornamos leves e livres para atuar, para viver o que vale a pena, e até largar o que não vale, porque ficamos inteiros, mesmos com nossas pequenas imperfeições, pois, somos Divinos, também porque somos imperfeitos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

INDIGOOOOOL


Olá e obrigado por ler a minha carta.

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que às vezes eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e se tem de repetir, aborreço-me. Às vezes posso ser muito mal educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor "acredita" não serem para a minha idade. Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço.
Não contesto a autoridade mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação, o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse génio em "potência" que se se concentra-se em algo seria melhor...

Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada Deficiência de Atenção com Hiperactividade, e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e além disso sou hiperactivo.
O médico queria que eu tomasse Ritalin ( a minha mãe recusouou dizendo que as anfetaminas criam toxicodependentes), então, ela investigou e agora faço coisas que direccionam a minha energia ( desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga ) e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo.

Não gosto que me tratem como criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba, estou no meu processo.
Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente.
Se eu não aprendo de uma forma tradicional... porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático? Estou sempre a perguntar... porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade.
Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta.
Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afectam, não sou simplesmente mais um aluno.
Gostaria que reconhece-se que sou diferente e não que me classificasse como diferente. Não sou nem mais nem menos que o senhor.
Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente.
Quando não me conseguir concentrar faça alguma actividade para me distrair: um jogo, música, dança ... Mas não grite comigo. Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula pois nenhum de nós lhe prestamos atenção. Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?

Despeço-me com Amor

José Manuel